(Source: leaurielle, via ke-anu)

Estado de Fluxo

Papel, caneta, silêncio.

É dificil falar de um estado no qual se foge a tanto tempo.


Fluxo para quem, fluir para aonde?

Toda vez que saio na rua e sinto o sol na pele, meus pêlos brilhando, sinto minha cabeça rodando.


- Estou fora de mim.


Cresci escrevendo para aliviar a dor.

Luz apagadas. Todos dormindo.


Como se espremesse uma espinha, escrevia e escrevia.

Porém, “Não se cutuca ferida”, eles diziam.

Ainda mais com as mãos sujas.


E as minhas, estavam imundas.


Papel de rascunho na mão, caneta estourada no chão.

Silêncio.


Silêncio para me ouvir. Escrevi tanto que não tinha mais nada ali.

Entrando num ciclo de sofrimento causado propositalmente.


Fluxo para que? Para quem?


Se não tinha dor, mais eu espremia.


Até que, corto pela raíz.

O papel, meu inimigo.


Papel em branco me acalma, me mima.


Caneta guardada…


Mas ah! O silêncio.


Como eu aprecio o silêncio. Mas o silêncio não me aprecia.

Então eu leio. Eu corro, eu rio.


O papel em branco me acalma.


Hoje, tento voltar, tento escrever, ler, pensar sem me machucar.


Porém,


Não te ouço

Eu te vejo, mas não te ouço.


Ser triste era uma felicidade. A planta que eu tocava, cantava.


Mais uma vez, eu vou e volto neste ciclo.

Tentando ser feliz por ser feliz.


O papel em branco continua. Mas a caneta estorou na minha cabeça.


O meu estado de fluxo?


Alto- destrutivo.


Não dormir por dois dias, sofrer, não sentir, sentir demais. Indo de um extremo ao outro.

Correr.

Correr sem sair do lugar.

Minha cabeça rodando porque não fecho os olhos a dois dias.

Olhando para o sol e me sentindo inteiras.


Três horas da manhã.


Um minuto de solidão, tristeza e quase entrando na loucura.


Mas,


Hoje, a minha folha esta em branco.


E eu estou em paz.          

(Source: 0326x, via 21q)

me: i'm gonna live my life to the fullest!
me: watches 17 episodes of a tv series in a row